Seleção da Amperagem Ideal para Evitar a Perfuração
A escolha da amperagem (corrente elétrica) é um ajuste de parâmetro crítico e delicado na união de ligas leves com hastes revestidas, pois o metal base é excepcionalmente sensível ao calor. A condutividade térmica do material é muito superior à do aço, o que significa que o calor se dissipa rapidamente do arco, mas ao mesmo tempo, a peça atinge o ponto de fusão muito rapidamente. O ajuste incorreto da amperagem pode levar a dois problemas opostos e igualmente desastrosos: corrente muito baixa resulta em falta de fusão, pouca penetração e um cordão frio, enquanto corrente muito alta leva à perfuração (burn-through) da peça, colapso da poça de fusão e distorção severa. O desafio é encontrar a "zona dourada" onde a corrente é alta o suficiente para fundir rapidamente a vareta e quebrar o óxido, mas baixa o suficiente para manter o controle da poça.
Fórmulas e Regras Práticas para o Ajuste
O soldador deve basear o ajuste da corrente em uma combinação do diâmetro da vareta e da espessura da chapa, com a ressalva de que o parâmetro deve ser ajustado para ser mais baixo do que o usual para o mesmo diâmetro de acessório em aço. Uma regra de bolso sugere usar cerca de 1 Ampere para cada $0,0025 \text{ mm}$ de espessura para o TIG (embora possa servir como um ponto de partida conservador). Para o acessório revestido, a corrente é geralmente determinada pela necessidade de fundir a vareta rapidamente (para aproveitar a limpeza catódica da polaridade $\text{CC}+$) e pelo diâmetro da vareta. Por exemplo, uma vareta de $3,2 \text{ mm}$ pode exigir uma corrente na faixa de $100 \text{ A}$ a $130 \text{ A}$. O ideal é começar com uma corrente ligeiramente mais alta do que o mínimo necessário e ajustá-la para baixo até que o metal de adição se deposite suavemente sem perfurar a peça.
O controle da corrente se torna ainda mais crítico à medida que a peça esquenta durante a soldagem (acúmulo de calor). O operador deve estar preparado para reduzir a amperagem após os primeiros passes ou em soldas longas para compensar o aumento da temperatura do metal base e evitar que o calor acumulado cause a perfuração. Em alguns casos, a técnica exige um movimento rápido de "liga-e-desliga" (intermitente) do arco para gerenciar o aporte térmico e permitir que o metal de solda solidifique. A falta de controle da amperagem é um dos principais motivos pelos quais a soldagem de ligas leves com este método exige um operador experiente e é menos tolerante a erros do que outros processos a arco sob gás. A estabilidade da fonte de energia ($\text{CC}$ estável) é também crucial, pois flutuações podem levar a variações incontroláveis no aporte térmico.
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