A Interação Crítica com o Fio Metálico no Processo
A seleção do gás de proteção é um fator tão crítico quanto a escolha do fio metálico para processo GMAW, pois a interação entre os dois elementos define a estabilidade do arco, a penetração e a metalurgia final da solda. O gás de proteção deve proteger o eletrodo sólido alimentado continuamente fundido da contaminação atmosférica e, ao mesmo tempo, influenciar positivamente o processo.
Gases Ativos vs. Inertes e a Metalurgia do Depósito
Para a soldagem de aço carbono com o consumível para soldagem a arco com gás, as misturas mais comuns são Argônio (inerte) e Dióxido de Carbono ($\text{CO}_2$, ativo). O Argônio estabiliza o arco e facilita o modo de transferência spray, enquanto o $\text{CO}_2$ (tipicamente $15\%$ a $25\%$ na mistura) adiciona energia ao arco e melhora a penetração, além de ser mais econômico. No entanto, o $\text{CO}_2$ é um gás ativo, o que significa que ele interage quimicamente com o metal de adição, oxidando elementos como o manganês e o silício. O metal de adição trefilado deve ter um teor suficientemente alto desses desoxidantes ($\text{ER70S-6}$) para compensar a perda causada pelo gás ativo e garantir um depósito livre de porosidade.
O uso de $\text{CO}_2$ puro também é possível, sendo o gás mais econômico, mas resulta em um arco menos estável, mais respingos e uma maior demanda por desoxidantes no fio metálico para processo GMAW. Para ligas não ferrosas (alumínio ou titânio) e aços inoxidáveis, utiliza-se gases inertes puros (Argônio ou Hélio) ou com pequenos aditivos de gases ativos (como $\text{O}_2$ ou $\text{CO}_2$ em baixas concentrações) para estabilizar o arco sem causar oxidação excessiva. A correta correspondência entre o eletrodo sólido alimentado continuamente e o gás de proteção é fundamental para otimizar o desempenho e a qualidade da solda.
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