Baixo Carbono e Molibdênio no Controle da Ferrita
A microestrutura do depósito de solda com o fio de adição de liga molibdenada é cuidadosamente controlada pelo balanço entre os elementos formadores de ferrita (Cromo e Molibdênio) e os formadores de austenita (Níquel). Este balanço é vital para garantir uma pequena quantidade de ferrita delta no depósito, essencial para evitar a fissuração a quente durante a solidificação.
O Balanço de Elementos e o Diagrama de WRC
O Molibdênio, sendo um formador de ferrita, aumenta a tendência do consumível austenítico de baixo carbono a solidificar parcialmente como ferrita, o que é desejável para a prevenção de fissuras. Os fabricantes calibram a composição do eletrodo sólido trefilado com molibdênio para que o depósito de solda caia na região ideal do Diagrama de WRC (Welding Research Council), garantindo um teor de ferrita entre $3\%$ a $10\%$. O baixo teor de Carbono não só evita a sensibilização, mas também tem uma influência secundária na microestrutura, pois o Carbono é um forte formador de austenita. Ao limitar o Carbono, é mais fácil controlar o teor de ferrita.
O controle da ferrita é especialmente importante, pois, embora a ferrita previna a fissuração a quente, seu excesso ($> 10\%$ a $15\%$) pode levar à formação da fase sigma frágil, especialmente em exposição prolongada a altas temperaturas. A fase sigma reduz a ductilidade e a resistência à corrosão do depósito. Por isso, a formulação do metal de enchimento para ambientes com cloretos é um equilíbrio delicado, onde os benefícios do Molibdênio e do baixo Carbono são maximizados, e os riscos de microestruturas indesejadas são minimizados.
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